quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O NASCIMENTO DA FILOSOFIA - 2013

Foi na Grécia Antiga,por volta do século VI a.C., que nasceu a filosofia.
Mas, acredita-se que o primeiro homem a fazer uso da palavra filosofia foi o matemático Pitágoras de Samos, que viveu por volta do século V a.C.
A filosofia é um conhecimento,uma forma de saber que, como tal, tem uma esfera própria de competência, a resspeito da qual procura adquirir informações válidas, precisas e ordenadas. Mas, enquanto é fácil dizer qual é a esfera de competência das várias ciências experimentais, o mesmo não se dá com a filosofia. Sabemos,por exemplo,que a botânica estuda as plantas, a geografia, os lugares, a história, os fatos, a medicina, as doenças etc. Quanto á filosofia, que coisa estuda ela? No dizer dos filósofos, ela estuda todas as coisas.
(MONDIN,Batista.Curso de Filosofia.São Paulo: Edições Paulinas,1991,p.7.)
 (adaptado - intertítulo do autor)
Argumente o texto filosófico.

O que é Filosofia?

O melhor meio de se aproximar da filosofia é fazer perguntas filosóficas: como o mundo foi criado? Será que existe uma vontade ou um sentido por detrás do que ocorre? Há vida depois da morte? Como podemos responder a essas perguntas? E,principalmente: como devemos viver?
Essas perguntas têm sido feitas pelas pessoas de todasas épocas. Não conhecemos nenhuma cultura que se tenha perguntado quem é o ser humano e de onde veio o mundo. Basicamente,não há muitas perguntas filosóficas para se fazer. Já fizemos algumas das mais importantes. Mas a história nos mostra diferentes respostas para cada uma dessas perguntas que estamos fazendo.
É mais fácil, portanto,fazer perguntas filosóficas do que respondê-las. Da mesma forma, hoje em dia cada um de nós deve encontrar a sua resposta para essas perguntas. Não dá para procurar numaenciclopédia se existe um Deus, ou se há vida após a morte.  A enciclopédia também não nos diz como devemos viver. Mas a leitura do que outras pessoas pensaram pode nos ser útil quando precisamos construir nossa própria imagem do mundo e da vida
(GAARDER,Jostein.O mundo de Sofia:romance da história da Filosofia.São Paulo:Companhia da 
Letras,1995,p.25.)
Argumente sobre o texto filosófico.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

TRABALHADORES, UNI-VOS!

Os cientistas sociais não têm a mesma compreensão do papel da ciência. Se, para Max Weber e Georg Simel, por exemplo, a ciência social deveria se afastar da esfera moral e política, para Émile D. e Karl Marx cabia a ela produzir um tipo de conhecimento capaz de conduzir os homens a uma vida melhor e a uma sociedade mais justa. Marx levou até as últimas consequências o papel político da ciência através de sua concepção da luta de classes sociais. Além de propor uma teoria sobre a transformação das sociedades, convocou os homens, e especialmente a classe trabalhadora, a serem agentes da história. Os indivíduos não escolhem a classe social as quais pertencem, mas suas concepções de mundo, valores, opiniões políticas, posição social, renda e muitos outros aspectos de suas vidas são modelos pelo pertencimento a uma determinada classe. Embora Marx reconhece que em uma sociedade pode haver uma variedade de classes sociais, considerava que o principal conflito social é o que opõe as classes dominantes e as classes dominadas. Em todos os períodos da história ocidental houve classes antagônicas: escravo x senhor; servo x senhor feudal; proletariado x burguesia. No estágio atual  da história, a classe dominante é a burguesia, que em sua origem teve o mérito de ser uma classe revolucionária. Usando largamente as inovações tecnológicas e científicas, a burguesia alterou a formar de produzir. Além disso, a partir de sua concepção de mundo, nada mais ficou de fora da esfera do ganho e do lucro. O novo regime de trabalho inaugurado por ela ficou conhecido como capitalismo. Apesar de produzir riqueza em larga escala, o capitalismo não distribui essa riqueza, concentrando-a nas mãos de alguns poucos, enquanto a maioria da população sofre inúmeras privações. Por essa razão, Marx convocou os trabalhadores a se  tornarem agentes da história e a conduzirem a superação do capitalismo. Temos assim, em Marx, o encontro da ciência com a política.

KARL MARX E A HISTÓRIA DA EXPLORAÇÃO DO HOMEM


Socialismo científico ou Socialismo marxista foi criado por Karl Marx (1818 - 1883) e Friedrich Engels (1820 - 1895), quando estes desenvolveram a teoria socialista, partindo da análise crítica e científica do próprio capitalismo, em reação contrária as ideias espiritualistas, românticas, superficiais e ingênuas dos utópicos.Ao contrário dos utópicos, Marx e Engels não se preocuparam em pensar como seria uma sociedade ideal. Preocuparam-se, em primeiro lugar, em compreender a dinâmica do capitalismo e para tal estudaram a fundo suas origens, a acumulação prévia de capital, a consolidação da produção capitalista e, mais importante , suas contradições. Perceberam que o capitalismo seria, inevitavelmente, superado e destruído. E, para eles, isso ocorreria na medida em que, na sua dinâmica evolutiva, o capitalismo, necessariamente, geraria os elementos que acabariam por destruí-lo e que determinariam sua superação. Entenderam, ainda, que a classe trabalhadora agora completamente expropriada dos meios de subsistência, ao desenvolver sua consciência histórica e entender-se como uma classe revolucionária, teria um papel decisivo na destruição da ordem capitalista e burguesa. Marx e Engels afirmaram, também, que o socialismo seria apenas uma etapa intermediária, porém, necessária, para se alcançar a sociedade comunista. Esta representaria o momento máximo da evolução histórica do homem, momento em que a sociedade já não mais estaria dividida em classes, não haveria a propriedade privada e o Estado, entendido como um instrumento da classe dominante, uma vez que no comunismo não existiriam classes sociais. Chegar-se-ai portanto, à mais completa igualdade entre os homens. Para eles isso não era um sonho, mas, uma realidade concreta e inevitável. Para se alcançar tais objetivos o primeiro passo seria a organização da classe trabalhadora.

teoria marxista, expressa em dezenas de obras, foi claramente apresentada no pequeno livro publicado em 1848, O Manifesto Comunista. Posteriormente, a partir de 1867, foi publicada a obra básica para o entendimento do pensamento marxista: O Capital, de autoria de Marx. Os demais volumes, graças ao esforço de Engels, foram publicados após a morte de Marx.
Os princípios básicos que fundamentam o socialismo marxista podem ser sintetizados em quatro teorias centrais:

  • teoria da mais-valia, onde se demonstra a maneira pela qual o trabalhador é explorado na produção capitalista;
  • teoria do materialismo histórico, onde se evidencia que os acontecimentos históricos são determinados pelas condições materiais (econômicas) da sociedade;
  • teoria da luta de classes, onde se afirma que a história da sociedade humana é a história da luta de classes, ou do conflito permanente entre exploradores e explorados;
  • teoria do materialismo dialético, onde se pode perceber o método utilizado por Marx e Engels para compreender a dinâmica das transformações históricas. Assim como, por exemplo, a morte é a negação da vida e está contida na própria vida, toda formação social (escravismo, feudalismo, capitalismo) encerra em si os germes de sua própria destruição.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Análise e entendimento (Sociologia) - 2013

“Podemos entender a Sociologia como uma das manifestações do pensamento moderno. A evolução do pensamento científico (...) passa a cobrir com a Sociologia uma nova área do conhecimento (...),ou seja, o mundo social. A sua formação constitui um acontecimento complexo para o qual concorrem uma série de circunstâncias históricas e intelectuais.” (Martins,Carlos B. O que é sociologia.7 ed.São Paulo: Brasiliense,1984,p.10.) Com base no texto,argumente.

Questionamento sociológico - 2013

O problema central: O da realidade desta liberdade formal do indivíduo quando a confrontamos com esta relação hierárquica que também compõe, necessariamente, a experiência social no capitalismo, realidade que impõe impossibilidades reais, mesmo diante as possibilidades formais, isto é, uma realidade que determina que mesmo que os indivíduos sejam formalmente livres para mudar de posições (de classe, de gênero, que possam buscar permanecer jovens através de plásticas etc.) esta liberdade é simplesmente formal porque eles não podem realmente fazer isso a menos que tenham acesso aos meios para tal, acesso que a maioria não controla dada a relação hierárquica entre as classes. Considerando o questionamento acima, argumente.

Texto Sociológico - 2013

A Sociologia e a miséria humana


Levar á consciência os mecanismos que tornam a vida dolorosa, inviável até, não é neutralizá-los; explicar as contradições não é resolvê-las. Mas, por mais cético que se possa ser sobre a eficácia social da mensagem sociológica, não se pode anular o efeito que ela pode exercer ao permitir aos que sofrem que descubram a possibilidade de atribuir seu sofrimento a causas sociais e assim se sentirem desculpados; e fazendo conhecer amplamente a origem social, coletivamente oculta, da infelicidade sob todas as suas formas, inclusive as mais íntimas e as mais secretas. (Bourdeu, Pierre coord.A miséria do mundo. Petrópolis: Vozes, 1997.p.735.) Considerando o texto acima, disserte sobre: A Sociologia é necessária para a compreensão da sociedade em que vivemos?